Otimização de websites: critérios para ranqueamento (parte 2)

Neste tópico da série “otimização de websites”, a ASM trouxe os principias critérios utilizados pelos buscadores – em especial, o Google – para a seleção dos resultados para uma determinada busca e a respectiva ordem de exibição dos mesmos. No post anterior foram apresentadas as variáveis on e off page envolvidas neste conjunto (clique aqui […]
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Neste tópico da série “otimização de websites”, a ASM trouxe os principias critérios utilizados pelos buscadores – em especial, o Google – para a seleção dos resultados para uma determinada busca e a respectiva ordem de exibição dos mesmos. No post anterior foram apresentadas as variáveis on e off page envolvidas neste conjunto (clique aqui para acessar o conteúdo). Dando continuidade, seguem abaixo os fatores relacionados ao domínio, perfil do usuário e penalização:

Fatores de domínio

Extensão de país (ccTLD – country code Top Level Domain): sites com extensão de país ao final do endereço tendem a alcançar melhores resultados para a região de atuação, pois indicam resultados coerentes para aquele público.

Sitemap e Breadcrumbs: o arquivo sitemap.xml informa ao buscador todas as páginas do um site e os Breadcrumbs indicam o caminho para se chegar a uma página determinada. Logo, situam tanto o usuário quanto os indexadores sobre a arquitetura do site e rastreamento de conteúdo.

Fale Conosco: fornecer uma página ou simplesmente os dados de contato é um indicativo de confiabilidade.

Google Analytics e Google Search Console: a integração das ferramentas ao website oferece um maior volume de informações que são utilizadas como fatores de ranqueamento pelo próprio Google, como tempo de sessão e taxa de rejeição.

 

Fatores de usuário

Histórico de pesquisas: as atualizações do algoritmo Google permite que os indexadores analisem as buscas já realizadas pelo usuário e indiquem resultados mais adequados à redação do mesmo e interação com os websites acessados.

Histórico de navegação: domínios constantemente utilizados pelo usuário são exibidos prioritariamente.

Geotargeting: resultados geograficamente próximos ao usuário possuem prioridade.

Taxa de cliques e taxa de rejeição: a taxa de cliques demonstra que um resultado é interessante e possui apelo com os usuários da ferramenta de busca. Contudo, a taxa de rejeição pode demonstrar que o conteúdo não atende ao esperado. Logo, estas variáveis devem ser analisadas paralelamente.

Tempo de permanência: a duração média das sessões é um importante fator de confiabilidade e relevância.

Tráfego direto: o volume de acessos diretos à um website indica que o domínio é referência no assunto.

Visitantes frequentes e favoritos: um alto volume de visitantes que retornam ao site indica, novamente, que o domínio é referência para determinado segmento e público-alvo.

 

Fatores de penalização

Links em sites com má reputação: o nível de confiabilidade é afetado negativamente quando há grande volume de links em websites com má reputação no histórico do buscador.

Cloaking ou redirecionamento: quando um link redireciona o usuário para uma página que não é aquela divulgada na busca o website é penalizado.

Keyword stuffing: a inclusão massiva e indiscriminada palavras-chave que não fazem necessariamente sentido para o usuário já é uma prática comum de spam, identificada e penalizada pelas ferramentas de busca.

Volume excessivo de anúncios: os indexadores compreendem que uma grande quantidade de anúncios, em especial anteriores ao rolamento da página, indicam uma ação spam, o que não beneficia o usuário e promove perda de posições no ranking.

Conteúdo automatizado: conteúdo sem bases teóricas com pouca relevância de conteúdo é uma técnica de spam agressiva, e começa a ser identificada facilmente pelos algoritmos.

Compra de links: métodos irregulares de compra ou troca de links podem ser temporários (os links são criados e rapidamente removidos), mas os algoritmos já podem os identificar e realizar penalizações ágeis.

Histórico de penalizações: após uma penalização, um website pode ter suas falhas corrigidas e solicitar um pedido de reconsideração. Caso este pedido seja aceito pelo Google, a página em questão poderá retomar a antiga posição no ranking. Contudo, as penalizações contam negativamente na seleção dos resultados para qualquer busca.

Apesar dos resultados positivos que podem ser notados – inclusive a curto prazo – com a otimização de websites baseada nos critérios citados, deve-se frisar que os algoritmos utilizados pelo Google e demais buscadores estão em constante evolução incluindo massivamente camadas de inteligência artificial e machine learning.  Em outros termos, os critérios e ferramentas utilizadas para ranqueamento não são estáticos. A tendência é a de utilização de fatores de ranqueamento cada vez mais voltados ao usuário. Logo, a busca por um melhor posicionamento deve sim envolver a adequação técnica e estratégica a diversos fatores utilizados pelos indexadores, porém, é imprescindível que o foco central seja nos visitantes (nas pessoas) e não apenas em características operacionais destas ferramentas.