Otimização de websites: SEO para aplicativos

Os últimos anos foram marcados pela explosão do acesso à internet móvel e o crescimento recorde do número de smartphones em todo o mundo. Atualmente, um adulto utiliza a internet móvel por até quatro horas diárias. Deste período, 80% é dedicado ao uso de aplicativos. Assim, empresas de inúmeros segmentos buscam rapidamente oferecer seus conteúdos e ofertas […]
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Os últimos anos foram marcados pela explosão do acesso à internet móvel e o crescimento recorde do número de smartphones em todo o mundo. Atualmente, um adulto utiliza a internet móvel por até quatro horas diárias. Deste período, 80% é dedicado ao uso de aplicativos. Assim, empresas de inúmeros segmentos buscam rapidamente oferecer seus conteúdos e ofertas por meio de apps, devido ao impressionante potencial desta mídia. O principal método de oferta ao público-alvo realizado por meio de lojas de aplicativos, como Google Play e Apple Store.

O modo de operação destas lojas é similar a qualquer ferramenta de busca disponível na web: um usuário realiza uma busca por determinadas palavras-chave e são listados os resultados compatíveis aos termos utilizados, sendo a ordem de exibição destes resultados definida conforme questões de palavras-chave (títulos e descrições compatíveis com a busca, por exemplo) e fatores de relevância (como recursos visuais para exibição do anúncio, alto volume de downloads e bons reviews). Contudo, os usuários destas lojas possuem um senso de urgências ainda superior aos usuários de um buscador web: tanto usuários B2C, quanto B2B costumam visualizar somente até o décimo resultado exibido na busca, o que torna as app stores ambientes concorridos: a posição em que um aplicativo ocupa na página de resultados afeta diretamente seu desempenho. Portanto, a implementação de táticas que possibilitem um melhor ranqueamento nas buscas se torna não apenas prática comum, mas também vital para a atuação nestes ambientes, independentemente do segmento de da empresa. Surge, assim, a ASO (App Store Optimization) ou Otimização de Aplicativos, um modo de aplicar técnicas de Search Engine Optimization no ambiente das lojas. Esta estratégia utiliza conceitos e técnicas do SEO nos títulos, descrições, tags, imagens, ícones e diversas variáveis exibidas no ranking de aplicativos.

Assim, para se destacar nas primeiras posições de buscas das app stores é preciso focar em alguns princípios básicos como:

Títulos: considerando que os usuários de lojas de aplicativos – até o momento – realizam pesquisas short tail, a escolha do título é extremamente crítica. Nesta definição é aconselhável utilizar a marca e incluir palavras que possuam relação precisa com o serviço e público-alvo. Deve-se aplicar a mesma lógica utilizada na otimização de websites: compreender previamente fatores como: termos utilizados pelo público-alvo e concorrência, tendências do segmento, identidade da marca, ambiguidades, entre outros.

Descrições: apesar dos indexadores das lojas de aplicativos ainda não apresentarem alto nível de requinte, eles possuem inteligência artificial para análise de busca semântica. Logo, a página descritiva de um aplicativo é responsável por promover a possível exibição deste nos resultados, independentemente do título. Porém, novamente, a escolha dos termos chave é crítica, pois o espaço para esta descrição é reduzido. No momento, a repetição de palavras-chave e termos análogos apresenta consideráveis resultados, porém, deve ser realizada com extremo critério.

Ícones: o design do ícone do app é uma etapa muito importante e não deve ser ignorada. A recomendação é que seja utilizada uma única forma ou símbolo, para torná-lo o mais simples e reconhecível possível. Contudo, os ícones não afetam apenas a transmissão da mensagem ao público, a qualidade destes são analisados pelos indexadores. Ícones inexistentes ou exibidos em baixa resolução provocam queda nas páginas de resultados

Screenshots e vídeos: recursos audiovisuais impactam mais rapidamente o visitante e facilitam a transmissão da mensagem, aumentando o potencial de conversão (downloads, no caso) para quaisquer segmentos. Logo, a inclusão destes recursos é analisada diretamente pelos indexadores como diferencial de relevância e, também, pode auxiliar outros fatores de pontuação pois pode fomentar uma maior interação do público com a página.

Quantidade de downloads: a quantidade de downloads impacta diretamente a posição de um resultado. No SEO convencional, este quesito teve seu peso reduzido, pois afeta negativamente qualquer novo concorrente. Porém, na busca por aplicativos, ainda possui grande representatividade no ranqueamento. Logo, ações promocionais ligadas diretamente ao dowload de aplicativos, dentro e fora das app stores, oferecem impactos altamente positivos nas buscas.

Classificações e comentários: de forma análoga a otimização de websites, quanto mais elevada a avaliação de um aplicativo, melhor a relevância para os mecanismos de buscas. Ou seja, cuidados com a qualidade, rapidez de resposta, suporte e outros fatores que envolvem o bom funcionamento do mesmo é importante tanto para manter os usuários atuais, quanto para conquistar novos. Nas estratégias de ASO é imprescindível, fornecer uma plataforma eficiente e promover a inclusão de comentários e recomendações. Pois a avaliação de um aplicativo é um dos quesitos mais relevantes para ranqueamento.

Os aplicativos começam a desempenhar papel de destaque no marketing digital de qualquer empresa, tanto em conversões (como vendas ou acesso a conteúdos), quanto em relacionamento com o consumidor. Logo, o SEO já não pode se restringir apenas a websites. Ainda que o mercado de aplicativos seja relativamente recente e esteja em amadurecimento, os resultados as otimizações mostram relevantes resultados. As empresas e profissionais de otimização devem analisar os aplicativos como parte integrante da estratégia de marketing.