Cloud Computing: Benefícios e perfis de implementação

A computação em nuvem permite que as empresas eliminem ou reduzam os investimentos em infraestrutura de tecnologia física
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Conforme comentado no post anterior (Cloud computing: adoção e conceitos), nesta semana abordaremos os benefícios mais comumente identificados pelas empresas que adotaram o cloud computing de forma consistente e os três perfis disponíveis de implementação do modelo atualmente.

Benefícios da adoção do cloud computing

A computação em nuvem permite que as empresas eliminem ou reduzam os investimentos em infraestrutura de tecnologia física, diminuindo as despesas e custos com espaço físico, recursos de iluminação, refrigeração, gestão do ambiente e recursos humanos envolvidos na manutenção do espaço. Ademais, existe a possibilidade de um redirecionamento imediato de recursos antes dedicados a gestão de ativos físicos, como servidores e armazenamento, para outras atividades de maior valor agregado para a empresa.

Neste modelo, hubs especializados fornecem de forma precisa a infraestrutura necessária para rodar cada operação, evitando que empresas ou setores parem por falta de recursos, espaço e capacidade. Dessa forma, são evitados os altos investimentos em capacidade para atender picos de utilização de recursos, o que foi durante muitos anos um grande desafio para as áreas de tecnologia, já que a infraestrutura tinha que ser muitas vezes dimensionada pelo teto de utilização, operando com capacidade ociosa a maior parte do ano.

Outra vantagem é a redução do tempo de provisionamento de serviços. Trata-se de um valor identificado pela maioria das empresas que adotaram o modelo nos últimos anos. A computação em nuvem oferece agilidade e elasticidade para provisionar serviços e entregá-los sob demanda.

Ao migrar os dados para uma empresa especializada no fornecimento de soluções de computação em nuvem, a organização não está apenas investindo em uma solução de armazenamento off-site, mas também comprando um pouco de tranquilidade. Isso porque, provedores de soluções em nuvem como Amazon, Microsoft, IBM e Google contam com profissionais treinados prontos para responder à emergências, frustrações e fracassos 24 horas por dia. Por padrão, a computação em nuvem oferece uma solução de backup instantânea fora do local em que está rodando. Em casos de desastres, por exemplo, a continuidade dos negócios fica assegurada.

Em essência, a nuvem muda a estrutura de custos e gestão de TI, com a mudança a partir de uma realidade de compra de equipamentos, contratação de profissionais e operação de data centers internos, para um paradigma orientado a aquisição de serviços a partir do que realmente é necessário, e somente quando for necessário. Torna-se responsabilidade de outra empresa certificar-se que tudo está seguro, disponível e confiável. Isto gerou, nos últimos 5 anos, uma tendência mundial de migração para nuvem. As empresas (clientes da nuvem) passaram a preocupar-se mais com seus objetivos de negócios e operações e menos com a tecnologia que suporta suas iniciativas e a manutenção a ela relacionada. Em paralelo, a computação em nuvem abriu espaço para que a tecnologia seja cada vez mais utilizada de forma estratégica, atrelada a grande parte das iniciativas de inovação empreendidas pelas empresas.

Por meio da nuvem também é possível separar dois ambientes diferentes de TI, na chamada TI bimodal: a união da TI tradicional, aquela que objetiva estabilidade, integração e eficiência operacional, com a responsabilidade de manter todos os processos ininterruptos; e a TI experimental, que se diferencia pela rapidez, agilidade e experimentação, como a criação de um aplicativo para uso interno.

Utilizando os serviços certos, operados da forma correta, a nuvem pode englobar todos os processos internos e até externos, bem como, atender à mobilidade que as empresas precisam, independente do porte e do segmento em que atuam. Afinal, grande parte do atrativo da computação em nuvem é se adequar à necessidade de cada modelo de negócio.

Diferentes perfis de nuvens

Existem basicamente três perfis de nuvens disponíveis atualmente, a saber:

Nuvem Pública: é um serviço prestado por um provedor de serviços para usuários domésticos ou empresas através da Internet. Nesse modelo, todo o hardware, software e demais itens de infraestrutura pertencem ao provedor e são por ele gerenciados. A cobrança está baseada nos recursos utilizados, como a infraestrutura das aplicações, infraestrutura física ou softwares. Os recursos disponíveis são compartilhados pelos diferentes clientes que pagam segundo sua utilização particular.

Nuvem privada: tem como principal característica a exclusividade na utilização dos recursos disponíveis por uma única empresa (ou cliente, sob a perspectiva de um prestador de serviços em nuvem). Nesse modelo a nuvem pode estar hospedada tanto no ambiente da própria empresa usuária quanto em um datacenter de um provedor de serviço. Uma das vantagens principais deste tipo de nuvem é o alto potencial de customização inerente, já que a empresa usuária tem a sua disposição recursos exclusivos.

Nuvem híbrida: é a adoção da nuvem pública e privada, simultaneamente. Por ser dinâmica, consegue atender uma alta demanda de escalabilidade, moldando-se de acordo com as necessidades e o modelo de negócios da empresa.

No próximo post, discorreremos acerca dos desafios para a migração para o modelo de cloud computing e as melhores práticas comumente adotadas por empresas que foram bem sucedidas nesse intento.